Manual de Atividades de Lazer para Reabilitação Funcional
- Editora: HOGREFE
- Autor: HAUSEN
- Produto disponível
-
R$110,00
| Título | MANUAL DE ATIVIDADES DE LAZER PARA REABILITAÇAO FUNCIONAL |
| Autor(a) | Barbara A. Messenger / Nikki Ziarneck |
| ISBN | 9786550720292 |
| Código de Barras | 9786550720292 |
| Edição / Ano | 1/2024 |
| Número de Páginas | 80 |
| Dimensões | 30X22X1 |
| Capa | ESPIRAL |
Instruções do Manual
A lesão cerebral ocorre a partir de causas externas (acidente de carro, quedas) ou internas (acidente vascular cerebral, epilepsia), ambas resultando em danificação do tecido cerebral (Kruijk et al., 2002). Esses danos comumente acarretam prejuízos momentâneos e/ou permanentes, tais como sequelas sensório motoras, cognitivas e comportamentais (Lara et al., 2022). O termo reabilitação foi conceitualizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um conjunto de medidas que visam preservar e manter a funcionalidade do indivíduo em seu ambiente de interação, de modo a reduzir uma série de impactos decorrentes de condições de saúde incapacitante. A base central da reabilitação é tornar o sujeito apto a reintegrar-se em sua vida cotidiana, buscando intervenções esquematizadas por profissional ou equipe multidisciplinar para auxiliar o indivíduo nesse processo (World Health Organization et al., 2011). Nesse contexto, a reabilitação funcional torna-se uma estratégia não medicamentos eficaz, pois envolve o ensino e/ou reforço de habilidades básicas relacionadas às atividades cotidianas, as quais incluem o funcionamento dos membros superiores (agarrar objetos) e inferiores (caminhar), atividades da vida diária (lavar, vestir-se, tomar banho, entre outras), atividades de lazer, entre outras afins (Hatem et al., 2016; McGlinchey et al., 2018). Diversos estudos apontam para uma redução da prática de atividades de lazer com o processo do envelhecimento, e, na presença de disfunções cerebrais, há frequentemente uma redução na mobilidade (marcha, equilíbrio), tornando os indivíduos acometidos ainda mais dependentes de suporte para que possam realizar tais atividades (Nilsson et al., 2017; Yi et al., 2015; Hildebrand et al., 2012). Por sua vez, práticas sociais e de lazer têm efeito protetivo em relação ao envelhecimento, pois proporcionam a sensação de bem-estar, melhoram as capacidades cognitiva e funcional, e reduzem a mortalidade em idosos (Dragioti et al., 2021; Sousa et al., 2018).
A definição das atividades de lazer tende a ser abrangente, pois há uma dificuldade em categorizar, mensurar e avaliar as atividades compreendidas como lazer. Sua definição mais ampla é conceitualizada como o uso do tempo livre para atividades fora da rotina laboral e que proporcionem bem-estar (Sala et al., 2019; Wang et al., 2012). Entretanto, no presente manual será adotada a categorização das atividades de lazer, com base no conceito proposto por Leung et al. (2011) que as dividem em quatro categorias:
1) Intelectual: ler livros, jornais e/ou revistas; usar a internet em computadores, tablets e celulares; praticar jogos de tabuleiros e cartas; realizar investimentos on-line; participar em fóruns de discussão; escrever; pintar; realizar atividades manuais, como costura, bordado, tricô e/ou crochê; e tocar um instrumento musical.
2) Social: auxiliar familiares, amigos e conhecidos na resolução de problemas diários; participar de atividades em grupo e de trabalhos voluntários; ir ao museu, a exibições, ao teatro e afins; ter encontros com amigos; participar de atividades religiosas; e cantar.
3) Recreativa: assistir à televisão; escutar rádio ou música; fazer compras em lojas ou shoppings; cozinhar; pescar; fazer jardinagem; cuidar de animais de estimação; e realizar massagem.
4) Física/exercício: exercícios corporais (ioga, tai chi, entre outros), aeróbicos (caminhadas, corrida, natação, ciclismo, jogos com bola, dança, entre outros) e alongamento/exer-cícios tonificantes (treinos de musculação, alongamentos, entre outros).
Diante do exposto, este manual tem como objetivo propor atividades de lazer sistematizadas para a reabilitação funcional de pacientes com disfunção cerebral.
Público-alvo
Este manual de reabilitação neuropsicológica pode ser utilizado com crianças, adolescentes, adultos ou idosos, com quadros neurológicos ou com uma ampla gama de deficiências do desenvolvimento, que envolvam dificuldades sociais, cognitivas ou comportamentais (Messenger & Ziarniek, 2004).
Aplicação
A aplicação pode ser realizada individualmente ou em pequenos grupos (de duas a três pessoas). O tempo de aplicação depende da atividade proposta e das dificuldades do paciente. Algumas pessoas podem necessitar de mais tempo para realizar uma tarefa devido aos prejuízos que apresentam. Pode ser utilizado por profissionais que trabalham com reabilitação neuropsicológica, como psicólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, nutricionistas, educadores físicos, fisioterapeutas, entre outros. Além disso, o manual se destina também aos cuidadores e familiares, instrumentalizando-os por meio das descrições detalhadas das etapas passo a passo.
O manual pode ser aplicado com todo ou o aplicador pode selecionar só as tarefas a serem trabalhadas, a depender da demanda de cada paciente. As atividades podem ser realizadas até que o paciente consiga realizá-las de forma satisfatória, levando em conta suas dificuldades no momento. Embora a AVD é necessária para que os pacientes ampliem suas habilidades para a realização de tarefas do cotidiano, aumentando sua independência e fortalecendo capacidades neuropsicológicas conservadas (Cipriani et al., 2010; Solberg & Mateer, 2009). As atividades deste manual podem ser realizadas na casa do paciente, no hospital, no consultório, na escola, entre outros ambientes.
Validade
Realizaram-se as evidências de validade de conteúdo deste manual no programa RStudio versão 4.0.3 para Windows. O valor do coeficiente encontrado no teste de Finn foi de 0,94 (F = 17, p < valor < 0,001) para o critério de avaliação da clareza, indicando alta concordância entre os juízes. Já o coeficiente de Finn para o critério da avaliação da relevância foi de 0,94 (F = 18, p-valor < 0,001). Todas as atividades deste manual apresentaram coeficiente de validade de conteúdo avaliado individualmente, maior que 0,80 (Rossit et al., 2022).
Introdução do Manual – 9
Público-alvo – 10
Aplicação – 10
1. Passeio na comunidade – 11
2. Visita a um local da comunidade – 12
3. Visita a um restaurante, uma cafeteria ou bar da comunidade – 13
4. Visita a uma loja da comunidade – 14
5. Planilha de inventário de interesses 1 – 15
6. Planilha de inventário de interesses 2 – 17
7. Planilha de inventário de interesses de leitura – 19
8. Cultivo de uma planta – 21
9. Jogo de história de aventura – 22
10. Diversão com labirintos 1 – 23
11. Diversão com labirintos 2 – 24
12. Diversão com palavras – 25
13. Identificação das diferenças – 26
14. Exercício de calcular o troco 1 – 27
15. Exercício de calcular o troco 2 – 28
16. Caça-palavras – 29
17. Localização de jogos disponíveis – 30
18. Caça ao tesouro ao ar livre – 31
19. Caça ao tesouro dentro de casa – 32
20. Imaginação – 33
21. Imaginação/planejamento – 34
22. Imaginação/escolha e planejamento de uma atividade – 35
23. Crítico de televisão – 36
24. Pesquisa de opinião – 37
25. Interesse na televisão – 38
26. Assistir à televisão ativamente – 39
27. Assistir à televisão ativamente/diversão saudável – 40
28. Produção de um prato/comedouro interativo para cão – 41
29. Elaboração de uma figura de quebra-cabeça – 42
30. Criação de um marcador de livro – 43
31. Criação de uma caixa de ferramentas de habilidades pessoais – 44
32. Construção de um jogo de mesa temático – 45
33. Criação de uma colagem 1 – 47
34. Diversão com uma pintura 1 – 49
35. Diversão com uma pintura 2 – 50
36. Diversão com uma pintura 3 – 51
37. Diversão com estampas – 52
38. Montagem divertida de um quebra-cabeça – 53
39. Trabalho com papel machê: produção de máscaras – 54
40. Criação de uma colagem 2 – 55
41. Produção de adesivos para carro – 57
42. Identificação e expressão de sentimentos – 58
43. Jogo de interação positiva e conscientização – 59
44. Criação de um anúncio – 60
45. Livro ou panfleto para aprender sobre si mesmo – 61
46. Produção de uma autobiografia – 62
47. Inventário de interesses de leitura – 64
48. Leitura – 65
49. Confecção de um jornal – 66
50. Produção de uma carta ou um e-mail – 67
51. Diversão com compreensão de leitura – 68
52. Caça ao tesouro em revistas – 70
53. Jogo de cartas: mau-mau – 71
54. Jogo e revezamento – 73
55. Compreensão das regras de um jogo – 74
Formulário de Documentação de Reabilitação Funcional – 75
Referências – 76




